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O documento revela que os recursos naturais alcançam 60,5% do total de exportação da sub-região, que correspondem a 105 milhões de dólares, de acordo com números de 2004. Além disso, afirma que os países não estão isolados ambientalmente, pois 11 das 55 eco-regiões são compartilhadas, o que torna necessário o desenvolvimento de ações coordenadas sobre a temática ambiental.

Em relação ao comércio, o relatório do Pnuma evidencia uma importância significativa nas economias nacionais das exportações para o resto do mundo mais do que para o próprio mercosul. A proporção de bens primários ou matérias-primas no total do valor das exportações varia de 47% no Brasil a 87% no Paraguai. Dessa forma, em todos os países, com exceção apenas do Brasil, mais da metade das exportações está baseada em recursos primários.

Assim, segundo o documento, os produtos primários não somente têm uma alta representação no total das exportações como também estão concentrados em poucos produtos: minerais, hidrocarbonetos, pesca, produtos agrícolas e pecuários, também o florestal no caso do Chile. Destaca-se também que as medidas de proteção ambiental que impõem restrições à extração de recursos naturais se chocam com os lucros potenciais de sua exportação, em que esses preços são determinados em boa parte por países ou atores empresariais que não sofrem diretamente os impactos ambientais e também pouco o contabilizam.

De acordo com o informe, uma proporção substancial da superfície coberta pelo estudo encontra-se modificada pelo uso e apropriação humana, assemelhando às condições observadas em muitos países industrializados. O estudo ressalta que todas as eco-regiões estão afetadas de alguma maneira e em diferente grau pelo comércio internacional ou os processos de integração existentes. Sobre a Amazônia, por exemplo, avalia que esse ecossistema enfrenta pressões e ameaças que incluem o tráfico ilegal de fauna e flora, desmatamento, mineração e o avanço da fronteira agropecuária.

Sobre os agrocombustíveis, o documento afirma que eles aparecem como elementos destacados na interação entre comércio e ambiente, pois esses estão começando a expandir-se por mudanças nos mercados internos, em que os países estão aprovando normativas que requerem aumentar a proporção desses agrocombustíveis. O informe GEO Mercosul considera que a questão-chave desse processo é que a demanda de agrocombustíveis se soma aos fatores de pressão pela expansão ou a intensificação da agricultura.

O informe acrescenta que a crescente importância do comércio internacional e os avanços na integração regional têm promovido e potencializado diversas respostas de política e de gestão para atender as demandas ambientais. O documento cita a participação dos países analisados em organizações e acordos de comércio. Participam também de grupos negociadores com interesses comuns e alguns deles são muito importantes para os temas ambientais, com destaque ao "Grupo de Cairns", que inclui países que são grandes exportadores de produtos agrícolas.

Adital
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