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A CTB esteve ao lado de outras centrais sindicais e da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) nesta terça-feira (20), em Brasília, para se reunir com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves.

Para Joílson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB e representante da Central na reunião, o encontro foi positivo, especialmente por alguns encaminhamentos que foram acordados com o ministro e seus assessores.

As centrais e a Cobap apresentaram uma pauta de 23 pontos para o Ministério. Dessa lista, dez itens já vêm sendo analisados pelo Grupo de Trabalho montado com os aposentados, segundo Joílson Cardoso.

Entre esses dez itens, quatro mereceram maior atenção dos participantes da reunião e receberam os devidos encaminhamentos:

- Os aposentados receberão 50% de seu 13º salário em agosto deste ano. Em 2012, esse percentual virá em julho; em 2013, no mês de junho.

- O governo irá pagar 0,6% a mais para os aposentados ainda este ano, valor referente a um cálculo feito pelo Dieese, que aponta uma pequena diferença nos rendimentos entre os meses de janeiro a maio.

- As centrais obtiveram o compromisso de obter maior transparência nas contas da Previdência e da Seguridade Social. “O ministro Garibaldi Alves fará uma articulação com os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social para tratar desse tema com mais profundidade, explicou o dirigente da CTB.

- O Ministério da Previdência se reunirá com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para acelerar o processo de pagamento já determinado pelo STF aos aposentados que tiveram o teto salarial revisado entre 1998 e 2003. Garibaldi propõe o pagamento escalado em dez parcelas para corrigir essa diferença, que deverá custar cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. “O STF deu isso como direito, tem que ser pago”, lembrou Joílson.

Outros pontos

O dirigente da CTB lembrou que outros pontos importantes deverão entrar na pauta da próxima reunião, marcada para a próxima terça-feira (28).

Entre esses itens, está a criação do Conselho Nacional de Seguridade Social, proposta que já existe há algum tempo e que só depende de uma decisão política para ser implementada. Haverá também uma campanha de desmistificação do propalado “rombo da Previdência”, a fim de mostrar que suas contas não são deficitárias.

Joílson Cardoso também destacou a reafirmação da CTB contra o fator previdenciário. Além disso, reafirmou que as centrais continuarão defendendo a fórmula usada no ano passado (100% da inflação + 80% do PIB do ano anterior) para o reajuste dos aposentados que recebem acima de um salário mínimo, ao menos até que seja definido algum índice fidedigno para atender as demandas dos trabalhadores.

Portal CTB / Foto: Valcir Araújo

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