Sidebar

26
Ter, Mar

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times
Os pagamentos dos benefícios previdenciários corresponderam a 10,34% do Produto Interno Bruto (PIB) da região Nordeste em 2005. Essa proporção é maior do que aquela observada para o país inteiro, que foi de 6,8%. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Previdência, no Recife, durante uma apresentação sobre dados regionais.

Os valores pagos pela Previdência Social não entram na contabilidade do PIB, já que não representam nem bens nem serviços adquiridos pelo governo. Porém, a comparação entre os benefícios e o PIB dá uma noção da importância desses depósitos para a população.

Pelos cálculos do ministério, os benefícios previdenciários tiraram 6,3 milhões de pessoas da linha de pobreza em 2006, o que significou uma redução de 12,6% no número de pessoas que se encontravam nessa condição, com ganho de até meio salário mínimo. A maior contribuição ocorreu na Paraíba, onde os benefícios tiraram 16,2% dos indivíduos desse patamar.
 
O Nordeste abocanha cerca de 21% dos benefícios previdenciários pagos no país, o que correspondeu a R$ 3,2 bilhões. Por outro lado, arrecadou R$ 1,3 bilhão, o que serviu para cobrir só metade das despesas com os pagamentos. No Brasil inteiro, essa proporção é diferente. A arrecadação, de R$ 14,2 bilhões, quase que cobriu a distribuição de R$ 14,9 bilhões em benefícios.
 
A discrepância entre os números do Brasil e do Nordeste se deve pelo tipo de trabalhador que predomina nos nove Estados nordestinos, que é o rural. Ele fica com 53,1% dos benefícios. No Brasil, quem trabalha no campo recebe apenas 30,3%.
 
"Mais de 70% da população nordestina já mora em área urbana, mas os números ainda refletem o passado", afirmou o ministro da Previdência, José Barroso Pimentel. No mundo inteiro, segundo o ministro, a previdência do trabalhador rural precisa ser financiada pelo governo.

 Outro fator que pesa no descompasso entre benefícios concedidos e arrecadação no Nordeste é o grande volume de pessoas que se aposenta por idade e não por tempo de contribuição. Dos 3,9 milhões de aposentadorias concedidas em julho deste ano, 2,9 milhões foram por idade e 2,5 milhões delas para empregados do campo, de acordo com dados divulgados pelo ministério.

(Fonte: Valor Econômico)
0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.