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Dom, Maio

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O secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Pascoal Carneiro, alerta aos trabalhadores para que não se deixem levar pelo discurso que exalta as possibilidades de mudanças, sobretudo a partir do momento em que o governo Temer assumiu o presidência da República, após o impeachment de Dilma Rousseff e o golpe na democracia. Para ele, na verdade, ao contrário de oferecerem o “novo”, criam uma atmosfera de inquietude e incerteza entre os trabalhadores.

“Todo mundo dizia que a mudança era bem-vinda. Só que quem está pagando um alto custo por estas mudanças são os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou o dirigente da CTB, durante o evento de lançamento da revista dos 40 anos de história do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, no último domingo (22), em Betim.

Conforme Pascoal, algumas propostas que estão sendo apresentadas pelo atual governo de Michel Temer têm o verniz da mudança, mas, na verdade, se traduzem em prejuízos para a classe trabalhadora.

Um dos exemplos, de acordo com o dirigente da CTB, é o projeto de lei 6787/2016, enviado à Câmara dos Deputados pelo governo, com propostas de reforma trabalhista que, dentre outras coisas, estabelecem diversos pontos em que acordos coletivos entre sindicatos e empregadores passariam a ter força de lei – a chamada “prevalência do negociado sobre o legislado”.

Em resumo, “a prevalência do negociado sobre o legislado” pode resultar na divisão do pagamento das férias, do 13º salário e favorecer ao aumento da jornada de trabalho, além de outras medidas danosas aos trabalhadores.

“No Japão, isso aconteceu no ano passado, mas a quantidade de suicídio de operários japoneses aumentou em mais de 40%, porque lá estão liquidando os direitos dos trabalhadores, como querem fazer por aqui, sob o pseudo discurso da mudança, ao acabarem, por exemplo, com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), um importante instrumento de garantia dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, reforçou.

“Por isso, é necessário estar atento porque, quando se fala de mudanças, estas mudanças nem sempre são para melhor. Elas podem, na verdade, ser para pior, ou para muito pior, como está ocorrendo no Brasil agora”, alertou.

Pascoal Carneiro chama a atenção especialmente para os prejuízos que podem sofrer aqueles trabalhadores que estão na ativa, mas, também, os aposentados. “É um aviso para quem ainda trabalha: este governo quer liquidar com a Previdência, ou seja, acabar com o direito de se aposentar. Os trabalhadores terão direito de contribuir, mas não o direito de gozarem a aposentadoria na velhice”, emendou.

Durante o evento de lançamento da revista dos 40 anos do Sindicato, o dirigente da CTB fez uma menção especial a Nadir Pinheiro, primeiro presidente da entidade, na década de 70 (foto). “Fundar sindicato hoje em dia é fácil, mas, naqueles tempos, era uma tarefa árdua. Era preciso ter muita coragem e você, Nadir, teve muita coragem e sangue nos olhos. Por isso, está de parabéns por estar aqui hoje, nesta homenagem que não é à diretoria do Sindicato, mas, sim, a toda categoria”, finalizou Pascoal.

Fonte: Sindimetal Betim

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