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Ter, Jun

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o 1º de dezembro como o Dia Mundial de Combate à Aids para chamar a atenção sobre a necessidade de prevenção, no ano de 1987. No Brasil, a data passou a fazer parte do calendário oficial a partir de 1988.

“É fundamental fortalecermos a necessidade de as pessoas se prevenirem ao vírus HIV”, diz Elgiane Lago, secretária da Saúde da CTB. Ela reforça esse apelo porque os dados mostram crescimento de pessoas infectadas nos últimos anos.

“É verdade que avançamos muito no tratamento e menos pessoas morrem por causa da Aids, mas é necessário fazer sexo com uso de preservativo, não compartilhar seringas no uso de drogas e fazer exames periodicamente, quem tem mais de um parceiro ou parceira”, adverte.

O temor da sindicalista gaúcha fundamenta-se nos números do Ministério da Saúde, pelos quais até junho de 2016 foram registrados 548.850 casos de Aids em homens e 293.685 em mulheres no país. E pior, a maioria das pessoas infectadas pelo vírus está entre 25 e 39 anos.

O número de infecção de mulheres vem crescendo, de acordo com a OMS, no mundo inteiro. Pelo levantamento, a maioria das mulheres adquire o vírus em relações heterossexuais, em 2012, 86,8% foram infectadas por seus parceiros.

“É preciso conscientizar os homens que têm mais de uma parceira que devem prevenir-se com o uso de camisinha e se fizerem sexo sem o preservativo devem realizar o exame e informar à companheira em caso de resultado positivo”, ressalta Lago.

A taxa de detecção da Aids no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, é de 20,7 casos por 100 mil habitantes, em média, a maioria ainda composta por homens, mas o número vem crescendo entre as mulheres e os jovens por falta de prevenção,

Veja gráfico do Ministério da Saúde sobre a infecção dividida pelos sexos:

ministerio saude aids mulheres 2016 12 08 grafico 01

 

Já os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) revelam que cerca de 870 mil mulheres se infectam com o HIV anualmente no mundo.

Além de existirem mulheres infectadas pelos parceiros, muitas delas adquirem o vírus HIV através de relações sexuais forçadas, por isso o maior número de infectadas está dos 15 anos aos 29 anos mostra o órgão da ONU.

Estatística global do Unaids (dados 2016) mostra que:

unaids core epidemiology june 2017

Para Silvia Almeida, consultora do Unaids Brasil, no país a cultura do estupro é muito forte, por isso, “precisamos desconstruir a ideia machista de dominação masculina e interiorizar a importância do cuidado com o próprio corpo através de uma educação sexual abrangente desde cedo”. Almeida descobriu ter sido infectada pelo marido em 1994 e faleceu 2 anos depois.

A questão de combate à violência contra as mulheres é fator primordial, inclusive, para deter a Aids. E “já que os homens se assustam com a camisinha, cabe às mulheres levarem o preservativo consigo e não fazerem sexo sem o seu uso”, argumenta Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Já no caso de relacionamentos estáveis, para Arêas, “cabe aos dois a responsabilidade de serem honestos um com o outro para evitar a contaminação. Se faltar confiança que usem a camisinha”.

Veja como se pega o vírus HIV:

– Sexo vaginal sem camisinha;

– Sexo anal sem camisinha;

– Sexo oral sem camisinha;

– Uso de seringa por mais de uma pessoa;

– Transfusão de sangue contaminado;

– Da mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;

– Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados;

Saiba como não se pega:

– Sexo com o uso correto da camisinha;

– Masturbação a dois;

– Beijo no rosto ou na boca;

– Suor e lágrima;

– Picada de inseto;

– Aperto de mão ou abraço;

– Uso compartilhado de sabonete, toalha ou lençóis;

– Uso compartilhado de talheres e copos;

– Assento de ônibus;

– Piscina;

– Banheiro;

– Doação de sangue;

– Pelo ar.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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