13
Qua, Dez

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Com as entidades dos servidores públicos federais divididas em dois grupos, foi realizada nesta terça-feira (7), mais uma rodada de negociação no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). A CTB ficou no grupo do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef), e foi representada pelo secretário de Serviço Público, João Paulo Ribeiro.

As entidades foram unânimes ao considerar a proposta do governo, apresentada no último dia 25, insuficiente. O índice proposto foi de 21,3%, dividido em quatro parcelas: 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,8% em 2018 e 4,5% em 2019. As categorias reivindicam um reajuste mínimo de 27,3%, para recuperação do poder aquisitivo.

Apesar disso, o secretário de Relações de Trabalho (SRT), Sérgio Mendonça, afirmou que o governo poderá discutir a concessão de benefícios, como auxílio alimentação, auxílio creche e assistência à saúde, e também a institucionalização das negociações coletivas no serviço público (Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho). “Há possibilidades de avançar em outros pontos como na discussão sobre a negociação coletiva e sobre benefícios”, disse Mendonça.

O secretário da CTB avaliou que a proposta do governo precisa dialogar com o que o movimento reivindica. “Precisamos, no mínimo, de uma proposta que dialoga com a reposição. Já tivemos experiência da negociação passada, em 2012, e tivemos perda. O importante é ter um índice de reajuste que não achate ainda mais os salários dos servidores”, disse João Paulo.

Para o dirigente, o ponto positivo da reunião foi a abertura para discutir outros pontos importantes para os servidores públicos. “Queremos avançar, principalmente, na questão dos benefícios, da licença classista e da reestruturação das carreiras. Achamos que esse é o momento do governo apresentar algo nesse sentido”, ponderou.

Outra crítica do representante da CTB foi o formato da reunião, que dividiu os representantes das entidades em dois grupos, mesmo tendo o movimento uma pauta conjunta de reivindicações. “Dividir não é tática. Nunca funcionou o divisionismo. Nós da CTB somos contra. Defendemos que a unidade é mais importante do que qualquer proposta”, ressaltou.

Para ele, é importante avaliar a atual situação econômica do país e ter uma proposta que seja apoiada pela sociedade em geral. “A CTB luta para que o Brasil continue crescendo. Não nos interessa enfraquecer ainda mais o governo. Os trabalhadores estão sofrendo os efeitos de uma recessão e nós queremos uma negociação que considere a atual situação econômica”, disse João Paulo Ribeiro.

Pautas específicas

As negociações no ministério vão continuar. Segundo a Secretária, todo o debate em torno do processo de negociação com os servidores federais está passando diretamente pela presidente Dilma Rousseff.

O secretário Sérgio Mendonça também informou que a SRT vai convocar reuniões setoriais para apresentar retorno formal do governo a todas as pautas específicas que foram apresentadas ao Planejamento. A expectativa é que seja realizada nova reunião de todo o grupo de entidades até o final de julho.

Acesse aqui a proposta de reajuste apresentada pelo governo.

Daiana Lima, de Brasília

0
0
0
s2sdefault