Presidente amplia vantagem para seis pontos percentuais, após cenário de empate registrado em fevereiro
A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) aumentou pela quinta pesquisa consecutiva da Atlas/Bloomberg. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (29) indica uma mudança significativa em relação ao cenário registrado em fevereiro, quando os dois apareciam tecnicamente empatados.
Na pesquisa mais recente, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro. Outros 7,9% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um candidato. Em fevereiro, os números eram de 46,2% para Lula e 46,3% para Flávio.
A diferença, portanto, passou de um empate para 6,3 pontos percentuais a favor do atual presidente.
Lula também lidera no primeiro turno
O levantamento avaliou ainda dois cenários para o primeiro turno, um com 11 candidatos e outro com cinco. Lula lidera nos dois casos.
Na simulação com 11 nomes, o presidente registra 44,9%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,9%. Renan Santos (Missão) aparece com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,1% e Romeu Zema (Novo), 2,8%.
No cenário reduzido, Lula chega a 47,4%, enquanto Flávio permanece com 35,9%. Renan Santos mantém 7,8%, e Caiado e Zema aparecem com 3,3% e 2,9%, respectivamente.
Rejeição de Flávio supera a de Lula
A pesquisa também aponta uma disputa marcada por altos índices de rejeição. Flávio Bolsonaro registra 52,9% de rejeição, enquanto Lula aparece com 49,9%.
O índice atribuído ao senador também é superior ao registrado por outros integrantes de sua família. Jair Bolsonaro tem 42,9% de rejeição, enquanto Michelle Bolsonaro soma 39,2%.
Levantamento ouviu mais de 5 mil pessoas
A pesquisa Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 pessoas entre 22 e 27 de julho, por meio de recrutamento digital aleatório.
A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os números mostram, portanto, uma evolução favorável a Lula no confronto direto com Flávio Bolsonaro desde fevereiro, embora a eleição ainda esteja distante e o cenário eleitoral possa sofrer novas alterações ao longo da campanha.

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